A cibersegurança costuma aparecer nas notícias quando algo corre mal: um ataque, uma fuga de dados, um sistema comprometido. Mas, fora desses momentos, grande parte do trabalho acontece longe da vista, em equipas que tentam antecipar riscos antes que eles se transformem em problemas reais.
No episódio #42 do podcast De Candidat@ a Contrato, conversámos com João Marono, consultor na Dellent da área de cibersegurança para um projeto de Telecomunicações, sobre o lado menos visível deste mundo: phishing, engenharia social, inteligência artificial e a forma como os ataques evoluíram nos últimos anos.
A conversa mostra uma realidade simples: hoje, a segurança já não depende apenas da tecnologia. Depende também das pessoas.
O erro humano continua a ser a maior vulnerabilidade
Apesar da evolução tecnológica, muitos ataques continuam a começar da mesma forma: um email aparentemente normal, uma ligação suspeita ou uma mensagem enviada no momento certo.
O phishing continua a ser uma das técnicas mais utilizadas porque explora algo difícil de proteger totalmente: o comportamento humano.
Ao longo da conversa, o João explica como os ataques estão cada vez mais sofisticados. Já não se trata apenas de mensagens mal escritas ou links óbvios. Em muitos casos, os ataques são personalizados, credíveis e difíceis de identificar à primeira vista e é precisamente aí que entra a importância da consciencialização dentro das empresas.
A inteligência artificial mudou o jogo
A inteligência artificial também começou a transformar o mundo da cibersegurança.
Por um lado, permite automatizar processos, detetar padrões e responder mais rapidamente a ameaças. Por outro, também facilita a criação de ataques mais convincentes e difíceis de distinguir da realidade. Ferramentas que antes exigiam conhecimento técnico avançado estão hoje muito mais acessíveis. Isso significa que as equipas de segurança precisam de evoluir ao mesmo ritmo.
Segurança não é apenas tecnologia
Um dos temas mais interessantes da conversa é a ideia de que cibersegurança não é apenas uma questão técnica.
Processos, comunicação e cultura interna têm um impacto direto na capacidade de uma organização responder a ameaças. Em muitos casos, a diferença entre um incidente controlado e um problema grave está na preparação das equipas.
No fundo, a segurança tornou-se uma responsabilidade partilhada.
Conclusão
Este episódio com o João Marono ajuda a perceber que a cibersegurança atual é muito mais complexa e muito mais humana do que muitas vezes imaginamos.
Num contexto onde os ataques evoluem rapidamente e a inteligência artificial acelera essa mudança, proteger sistemas implica também preparar pessoas. Porque, no final, a tecnologia sozinha nunca será suficiente.
🎙 SOBRE O PODCAST
De Candidat@ a Contrato é um podcast onde partilhamos dicas e experiências sobre como navegar o mercado de trabalho português. Se estás a gostar de ouvir o podcast, deixa-nos uma avaliação ⭐!️
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